Emplacou

Depois de sair das eleições com tamanho reduzido, Rose arrumou uma vitrine política pra chamar de sua

Depois de sair das últimas eleições do Estado com tamanho político reduzido e de ficar mais distante da cena local, a senadora Rose de Freitas (Pode) arrumou uma vitrine pra chamar de sua em Brasília: a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Brumadinho, instalada nesta quarta-feira (13) para investigar as causas do segundo crime da Vale relacionado ao rompimento de barragens. O caso, de comoção e revolta popular, foi em Minas Gerais, mas tem no centro das atenções a empresa pra lá de conhecida dos capixabas, que provocou, primeiro, crime semelhante com atingidos no Espírito Santo, que até hoje lutam por reparações. Rose não teve papel de protagonista nas cobranças do caso da Samarco/Vale-BHP nem registra histórico de atuação contras empresas de mineração, muito pelo contrário. Mas foi eleita presidente da CPI por aclamação na articulação do Senado, que registrou mudanças de última hora, dando destaque ao parlamentar de Minas, Carlos Viana (PSD), que ficou com a relatoria, enquanto Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi eleito o vice. Para além do caso em questão, a comissão se propõe a estudar e propor modificações na legislação ambiental, o que significa mexer com interesses de poderosos que sempre ditaram as regras na política nacional e do Espírito Santo. Rose, porém, já chegou à função garantindo que a investigação “terá começo, meio e fim”. Promessa é dívida!

Lista 
Nunca é demais lembrar à senadora que os crimes de Brumadinho e de Mariana são tão terríveis como a morte silenciosa dos moradores da Grande Vitória em decorrência da poluição do ar emitida pela Vale ao lado da ArcelorMittal. É urgente e necessário atuar contra esse grave problema, tratado com omissão não só pela classe política como pelo poder público.
 
Rota de colisão
Na Câmara dos Deputados, quem consegui uma presidência, mas de comissão permanente – Direitos Humanos e Minorias – foi o petista Helder Salomão. Ele destacou a “resistência dos movimentos sociais contra o fascismo, os ataques aos direitos humanos e os retrocessos promovidos pelo governo Jair Bolsonaro e seus aliados”.

Dois líderes
Por que o líder do “blocão parlamentar” da Assembleia, Marcelo Santos (PDT), que não tem relação com a área, quer presidir a CPI que investigará denúncias sobre a legalidade dos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmados com a Vale e a ArcelorMittal e da renovação da Licença de Operação da mineradora? Já não basta a presença de outro líder - do Governo - Enivaldo dos Anjos (PSD), quem nem apoiou a investigação?

Novo abrigo
O ex-presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Aladim Cerqueira, que não deixou saudades, foi remanejado do seu cargo de origem, de agente de Desenvolvimento Ambiental da autarquia, para o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), comandado pelo ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas. Entra governo, sai governo, acomodação pra ele nunca falta.

Omissão antiga
O caso dos inspetores penitenciários condenados por tortura - Silvano Alvarenga da Silva, Waldoece Apolori Costa Junior (Amarelo) e Mario Jose Da Paixão - que finalmente foram afastados pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), é antigo, de conhecimento dos órgãos públicos, e alvo de sucessivos questionamentos e matérias deste Século Diário, sem qualquer providência. Eles sempre foram protegidos do sistema, mesmo com o voto estarrecedor do desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que reforçou não só este mas outros crimes bárbaros registrados nas masmorras capixabas.

Prêmio 
Mais um capítulo dessa proteção foi reforçada em junho do ano passado, quando o “Amarelo”, diretor da Penitenciária Estadual de Vila Velha I, recebeu ainda “menção de elogio”, publicada no Diário Oficial pelo subsecretário Alessandro Ferreira de Souza, que permanece no cargo. 

Demorou
O crime foi cometido em 2013, gestão passada do governador Renato Casagrande, e a primeira condenação ocorreu em 2016, já com Paulo Hartung no governo pela terceira vez. De lá pra cá, eles nunca haviam corrido o risco de, sequer, serem afastados do cargo, como determinado agora.

‘Balela’
Já lançado em plenário como candidato a prefeito de Guarapari em 2020, o deputado Carlos Von (Avante) desmentiu o atual prefeito, Edson Magalhães (PSD), durante a “prestação de contas” de Casagrande na Assembleia. Em sua pergunta, disse que Magalhães promete para o mesmo ano entregar o hospital do município, querendo saber se a afirmação procedia . “O Estado não comporta uma ampliação sem controle de leitos hospitalares”, cravou Casagrande.

Anota aí
Mais uma do governador durante sua visita aos deputados estaduais (prestação de contas passou longe): “Sou contra cobrar água da agricultura familiar, mas sou favorável a cobrar das empresas”. Registrado!

PENSAMENTO:
“A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos”. Platão

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