Hora do plano B

Os planos de Hartung e Colnago retornam à estaca zero com a saída de Luiz Paulo do PSDB

Desdobramentos decorrentes da migração do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas do  PSDB para o PPS atingem em cheio  dois dos mais importantes caciques da cena política capixaba: o governador Paulo Hartung e seu vice, César Colnago, presidente estadual do partido rejeitado por Luiz Paulo, depois de mais de 24 anos de filiação.

Os movimentos esboçados tanto por Hartung quanto por Colnago nos últimos quatro meses sinalizavam Colnago livre para transitar em áreas de certo modo restritas ao governador, ostentando maior empoderamento.

Do lado de Hartung, a saída do governo, entregando a cadeira por oito meses ao vice, com a possibilidade de tentar a reeleição, com grande chance de vitória. Hartung seria lançado na cena política nacional como vice.

Essa era a leitura preponderante no mercado que acaba de cair por terra. A saída de Luiz Paulo do PSDB provoca esse retrocesso, levando em conta que o PSDB era uma espécie de alternativa segura para Hartung.

Isso porque, apesar de controlar a máquina pública, o que lhe dá imenso poder, ele necessita de alianças partidárias que possam garantir a capitalização de votos para seus projetos, que passam pela reeleição.

César Colnago, como político habilidoso e capacitado para tomar iniciativas próprias e seguras, o que o mantém como figura destacada no cenário político, certamente deve saber que se  Hartung perder, ele vai junto. E também que ele não é unanimidade junto ao pessoal mais próximo a Hartung.

Com todos os movimentos na estaca zero depois da saída de Luiz Paulo, o núcleo do governo tem pela frente uma oposição que se fortalece em consequência da composição entre Luiz Paulo e o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS).

Essa aliança se relaciona com vertentes eleitorais representadas pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), a senadora Rose de Freitas (MDB( e, de quebra, o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), ainda indefinido quanto o caminho a seguir.

A forte sustentação do PSDB esperada pelo governador e acalentada por Colnago gorou. Agora é a hora do plano B, para  não perder o que resta do partido. 

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