Mostra Sesc apresenta panorama audiovisual capixaba e brasileiro

A partir de sábado serão exibidas 23 obras em sessões gratuitas de diversos estados do país no Sesc Glória

Em sua terceira edição, a Mostra Sesc de Cinema terá início neste sábado (23) no Sesc Glória. A mostra circula em âmbito nível nacional e até dia 11 de dezembro serão exibidas em Vitória 23 obras de diversos estados do Brasil, incluindo produções recentes do audiovisual capixaba. A entrada é gratuita.

Na abertura, às 18h20 de sábado, serão exibidos cinco curta-metragens dos estados de Sergipe, Pará, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio de Janeiro. Os filmes da mostra de 2019 foram selecionados entre cerca de 1200 filmes de curta, média e longa-metragens de mais de 210 cidades do Brasil.

A diversidade regional será uma das tônicas do evento. Além da sessão inaugural, haverá mostras temáticas trazendo um apanhado de produções do Centro-Oeste, Nordeste e Sul do Brasil, além de duas mostras Panorama Espírito Santo, uma com exibição do longa metragem Diante dos Meus Olhos, de André Felix, e outra com quatro curta-metragens capixabas com enredos que envolvem terror e distropia. São elas: “Unreal”, de Luiz Will Gama; “Práticas do Absurdo”, de Alexandre S. Buck; “Você, Morto”, de Raphael Araújo; “O Quadro”, de Melina Leal Galante e “Inhumane I”, de Luiz Will Gama.

Haverá ainda as mostras Panorama Infantil e Panorama Jovem, com curta-metragens focados nesses públicos. Confira abaixo a programação completa da Mostra Sesc de Cinema 2019 em Vitória.

AGENDA CULTURAL

3ª Mostra Sesc de Cinema

Quando: de 23/11 a 11/12

Onde: CineSesc Glória - Avenida Jerônimo Monteiro, 428

Programação

ABERTURA

Aurora, de Everlane Moraes e Tatiana Monge.

Doc, SE, 2018, 15’, Cor

As existências de três mulheres negras – de diferentes espaços, contextos e idades – são cruzadas pelo olhar. O atravessamento da câmera-olho, nesse filme, nos questiona para além do que é visto: o que é sentido, interiorizado e, também, aquilo que pode ser colocado para fora. O que é permitido ver? E o que não é? Não restam dúvidas de que há poder no olhar”!

Chamando os ventos, de Marcelo Rodrigues

Doc, PA, 2018, 14’, Cor

Documentário sobre a ação imaginária de chamar os ventos por meio de assobios, uma dinâmica que envolve entretenimento, ancestralidade, afetividade e memória.

Catadora De Gente, de Mirela Kruel

Doc, RS, 2018, 19’, Cor

Catadora de Gente é Maria Tugira Cardoso. Há 30 anos a personagem do filme dedica sua vida à catação de lixo. O filme, através de um tocante depoimento, expõe as ideias a respeito da vida, dos preconceitos e da dura trajetória desta mulher, como tantas outras mulheres catadoras no Brasil. Com sua fala lúcida a respeito da vida e de suas complexidades, Tugira narra sua história e propõe ao espectador uma reflexão profunda sobre as desigualdades sociais do Brasil.

Guará, de Fabrício Cordeiro e Luciano Evangelista

Fic, GO, 2019, 21’, Cor

No cerrado habitam lobos-guarás e bandeirantes.

JÉSSIKA, De Galba Gogóia

Fic, RJ, 2019’, Cor

Anos após deixar sua casa, a travesti Jéssika retorna para sua cidade natal e para a casa de sua mãe.

Em cartaz: 23/11, às 18h20. Clas: 12 anos. Entrada Franca

PANORAMA CENTRO-OESTE

Quilombo Mata Cavalo, de Jurandir Amaral

Doc, MT, 2018, 15’, Cor

No Quilombo Mata Cavalo, quilombolas distribuídos em seis comunidades resistem para preservar seus traços culturais, manter a integração comunitária e conquistar a regularização das terras herdadas de seus ancestrais.

Parque Oeste, de Fabiana Assis

Doc, GO, 2018, 70’, Cor

Depois de ser vítima de violência do Estado, em Goiânia, Brasil, uma mulher reconstrói sua vida, transformando seu luto em luta.

Em cartaz: 24/11, às 18h20. Clas: 12 anos. Entrada franca

PANORAMA INFANTIL

Vivi Lobo e o Quarto Mágico, de Isabelle Santos e Edu MZ Camargo

Anim, PR, 2019, 13’, Cor

Muito prazer! Meu nome é Vivi Lobo. Esta história é sobre as portas que devemos abrir ao longo da vida, enquanto humanos, enquanto meninas.

Icamiabas, de Otoniel Oliveira

Anim, PA, 2017, 12’, Cor

Um explorador comercial inveterado, o Bio Pirata, foi até a feira do Veropa para pilhar bem no dia em que as Icamiabas tinham ido fazer a feira para Tupam. Derrotado, ele decide se vingar juntando as duas inocentes criaturas, o Mapim e o Guari, em uma enorme e destruidora força de comer que pode acabar com a Feira do Veropa rapidinho, o insaciável Mapimguari!

Hornzz, de Lena Franzz

Anim, RJ, 2019, 5’, Cor

Hornzz é um curta de animação 2d de Lena Franzz. A inspiração de experiências pessoais da autora é contada por meio de uma linguagem surrealista.

Lily’s Hair, de Raphael Gustavo da Silva

Fic, GO, 2019, 15’, Cor

Lily é uma garota negra que mora com sua família no Conjunto Vera Cruz, bairro da periferia de Goiânia. Ela se orgulha muito de sua negritude, mas não gosta de seus cabelos. Com a ajuda de Caio, seu amigo cadeirante, faz de tudo para conseguir fazer com que seus cabelos fiquem do jeito que sempre sonhou.

Em cartaz: 24 e 30/11 e 08 e 14/12, às 14h30. Clas: livre. Entrada Franca

PANORAMA JOVEM

Poética e Barro, de Giuliana Danza

Fic, MG, animação, 2019, 6’, Cor

Bucólico, delicado e sensível, o curta-metragem Poética de barro, animado em stop motion com argilas brasileiras, retrata a saga de uma pequena criatura que precisa sobreviver às vicissitudes da vida. Se todas as barreiras serão transpostas, apenas assistindo para descobrir.

Cravo, Lírio e Rosas, de Maju de Paiva

Fic, RJ, 2018, 20’, Cor

Cê, uma menina de oito anos, tropeça no cadáver de uma adolescente. A aparição do corpo muda drasticamente a vida de Cê e de sua irmã mais velha, Sara. A mais nova se comunica com os mortos como válvula de escape para a solidão, enquanto a mais velha tem que lidar com assédio e com a vulnerabilidade de seu corpo.

Parda, de Tai Linhares

Fic, RJ, 2019, 29’, Cor

Um regime autoritário planeja restaurar a supremacia branca no Brasil. Sua primeira medida é exigir a volta ao país de todos os brasileiros brancos vivendo no exterior. Em meio ao caos político, Tai precisa provar que não é branca, mas se depara com a própria incerteza sobre sua identidade racial. O filme desbrava o território ambíguo do conceito de raça no Brasil, seguindo rastros deixados pelo passado colonial e pela história familiar da diretora. Uma viagem exploratória entre a ficção e o documental.

Em cartaz: 26/11, às 18h20. Clas: 14 anos. Entrada franca.

PANORAMA NORDESTE

Orin: A Música Para Os Orixás, de Henrique Duarte

Doc, BA, 2018, 73’, Cor

Os cantos e ritmos tocados nos terreiros de candomblé tiveram grande influência na construção rítmica de diferentes gêneros da música popular brasileira, como samba, baião, axé music e funk carioca. Orin é o nome iorubá dado às cantigas sagradas do candomblé, que têm o papel de fazer a comunicação entre o mundo material e o espiritual. O documentário longa-metragem mostra a trajetória de Iuri Passos, professor de atabaque no terreiro do Gantois, em Salvador, e primeiro alabê a conquistar o título de mestre em etnomusicologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Praticantes da religião, pesquisadores e artistas como Mateus Aleluia, Letieres Leite, Gerônimo Santana e Gabi Guedes falam sobre a resistência dessa tradição musical e sua relação com a dança, transe e mitologia dos orixás.

Em cartaz: 27/11, às 18h20. Clas: Livre. Entrada franca.

PANORAMA SUL

Abrindo as janelas do tempo, de Santiago José Asef

Fic, SC, 2017, 62’, Cor

Aprisionada em si mesma, a personagem central luta para encontrar-se e viver no presente. Suas confusões temporais envolvem o espectador fazendo-o experimentar de perto essas vivências. A história se passa num vilarejo caiçara em três épocas diferentes, revelando muita sensibilidade. O filme traduz uma história de amor, de perda, espera e de aceitação.

Almofada de penas, de Joseph Specker Nys

Fic, SC, 2018, 12’, Cor

Logo após sua lua de mel, Alicia contrai uma doença inexplicável, enquanto seu marido Jordão presencia tudo de modo indiferente. Algo oculto a está enlouquecendo. A doença faz a jovem mulher mesclar a realidade com alucinações monstruosas.

Em cartaz: 28/11, às 18h20. Clas: 12 anos. Entrada franca

PANORAMA ESPÍRITO SANTO 1

A produção de longa metragem produzida no Espírito Santo

Diante Dos Meus Olhos, de André Felix

Doc, Vitória (ES), 2017, 83’, Cor

45 anos após a dissolução da banda Os Mamíferos, Marco Antonio, Afonso e Mario Ruy vivem um cotidiano simples. Em meio as luzes da cidade, recordam suas glórias e fracassos e ajudam a recuperar um fragmento fundamental da música popular brasileira.

Em cartaz: 29/11, às 18h20. Clas: 12 anos. Entrada franca

PANORAMA ESPÍRITO SANTO 2

Distopia e terror no cinema produzido no Espírito Santo

Unreal, de Luiz Will Gama

Fic, Vitória (ES), 2018, 15’, Cor

Como seria se existisse um aplicativo capaz de alterar a nossa realidade durante as capturas de fotos e vídeos para as redes sociais?  O que escolheríamos alterar em nossa realidade? A nossa aparência, o local onde tiramos as fotos ou quem sabe o som ambiente? Mas como saberíamos o que é real ou não? Quais seriam os impactos dessa falsa realidade?

Práticas do absurdo, de Alexander S. Buck

Fic, Vitória (ES), 2019, 15’23”, Cor

Cinco personagens vivenciam fenômenos que alteram a realidade de forma absurda e inesperada. Um experimento cinematográfico que busca desafiar a lógica, o senso comum e até a gravidade. Os protagonistas descobrirão que nem sempre serão compreendidos diante dos eventos repentinos que mudaram suas vidas e que as reações das pessoas ao redor podem ser igualmente absurdas. Ou até piores.

Você, Morto, de Raphael Araújo

Fic, Vila Velha (ES), 2018, 19’, Cor

O diretor de cinema independente Petter Baiestorff e o especialista em efeitos especiais Alexandre unem forças para a produção de um novo filme: Você, Morto.  Os personagens dessa produção são mascarados com rostos de pessoas mortas. Qualquer um está sujeito a ser um ator no filme de Baiestorf.

O Quadro, de Melina Leal Galante

Fic, Vitória (ES), 2019, 15’, Cor

Francisco, Lúcia e Julieta passam um dia em casa sem sua mãe.

Inhumane I, de Luiz Will Gama

Fic, Vitória (ES), 2018, 19’11”, Cor

O vídeo dialoga sobre o processo de desumanização que a sociedade está vivendo nas últimas décadas. As novas tecnologias nos aproximam ou nos distanciam? As relações pessoais estão sendo administradas por códigos binários, algoritmos, curtidas e número de seguidores. Quais serão as consequências dessa administração não humana? INHUMANE I dialoga sobre o poder das tecnologias na vida de um casal, mas também de certa forma nas nossas vidas. Trata-se de uma construção poética sobre o assunto.

Em cartaz: 30/11, às 18h20. Clas: 14 anos. Entrada franca

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