Sem acordo com sindicato patronal, greve dos metalúrgicos continua

Não houve acordo na mediação solicitada pelo sindicato patronal na Superintendência do Trabalho

Os metalúrgicos que atuam nas prestadoras de serviços das maiores indústrias do Estado, Vale, ArcelorMittal Tubarão e Estaleiro Jurong, continuam com o movimento grevista, iniciado no último dia 22. Não houve acordo na audiência de mediação solicitada pelo sindicato patronal à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e realizada na manhã desta terça-feira (27). Outra rodada de mediação será realizada nesta quarta (28).

Antes da audiência, por volta das 8 horas, um grupo de metalúrgicos realizou um protesto na entrada da ArcelorMittal, em Carapina, na Serra. Segundo informações da Guarda Municipal da Prefeitura da Serra, o trânsito ficou lento, pois a entrada para o bairro Novo Horizonte foi bloqueada com pneus incendiados.
 
De acordo com o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do Espírito Santo (Sindimetal-ES), Walter Bernardo Ribeiro, a greve teve início após o Sindifer (Sindicato Patronal da categoria) ignorar o pleito dos trabalhadores e insistir na proposta de reajuste abaixo da inflação e na retirada de 19 cláusulas da Convenção Coletiva da categoria.
 
“O Sindicato patronal, que desde de julho vem enrolando a negociação salarial, também não garantiu a data-base dos metalúrgicos [1º de novembro], o que permite às empresas deixar de cumprir a Convenção e aplicar a legislação trabalhista".

Além disso, segundo Ribeiro, foi oferecido 1,6% de reajuste, rejeitado pela categoria. Depois 2%, também rejeitado. Agora fizeram a proposta de 2,5%, desde que cláusulas que garantem direitos, como férias integral ou em dois períodos de 15 dias, garantia de estabilidade de 30 dias após o retorno, do plano de saúde e outras vantagens sejam retiradas da Convenção, o que não aceitamos”, explicou.
 
Walter Ribeiro informou que cruzaram os braços cerca de 15 mil trabalhadores que atuam nos setores de manutenção dessas grandes empresas, como eletricistas, mecânicos, soldadores, operadores, técnicos em automação, instrumentistas e almoxarife. “Se a greve continuar, haverá prejuízos na produção, pois se qualquer equipamento quebrar ou der defeito, não haverá reparo”, explicou.
 
Nessa segunda-feira (26), houve novas assembleias em frente às portarias dos complexos de Tubarão, Vale e Estaleiro Jurong Aracruz para deliberar as ações que serão adotadas nos próximos dias. Após conversa com o Sindimetal-ES, os trabalhadores decidiram permanecer de braços cruzados, na esperança houvesse mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego.

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