Corda bamba

Apontado há meses como o principal concorrente em potencial de Casagrande, Audifax vê seu projeto ruir

Apontado há meses como o principal concorrente em potencial do governador Renato Casagrande na sucessão ao Palácio Anchieta em 2022, o prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), vê seu projeto político ruir, principalmente após a grave crise instalada com a Câmara de Vereadores. Alvo de investigações e denúncias que arranham sua imagem e colocam em xeque a gestão municipal, o prefeito tem perdido os apoios que orbitavam em torno do seu nome, como já comentam lideranças nos bastidores. A previsão é de debandada, o que ameaça a consolidação do seu capital eleitoral até lá. A guerra entre os dois poderes se soma às dificuldades impostas ao prefeito antes, como eleger um aliado no próximo ano para o comando do município, uma tarefa árdua diante do cenário atual, e se manter em evidência por mais dois anos, espaço de tempo entre as eleições de 2020 e a do governo do Estado. Além da questão partidária, já que a idealizadora da Rede, Marina Silva, resolveu assumir “carreira solo” e rejeitou a fusão com o PPS, o que significa falta de recursos públicos e de acesso às propagandas na TV e no rádio (o partido não superou a cláusula de barreira em 2018). Enquanto a situação complica para Audifax, outras lideranças abrem as asas e se movimentam para alçar voos. Mais pra frente, se confirmada a queda livre do prefeito, as peças do tabuleiro mudam. Quem será capaz de assumir essa posição?  

Ex-padrinho
Uma das perdas entre os aliados seria, inclusive, o ex-governador Paulo Hartung, que lançou Audifax ao governo no final de seu mandato, e vinha o estimulando a se firmar no projeto para tentar tirar de cena, mais uma vez, seu principal adversário, Casagrande. Hartung sempre correu desses casos envolvendo aliados, para evitar levar respingos. 

Bonde lotado
O primeiro teste oficial do prefeito da Serra já começou e se trata da articulação para a disputa de 2020. Enquanto Casagrande coloca gás no seu secretário de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Bruno Lamas (PSB), Audifax tem, por ora, o deputado estadual novato e correligionário Alexandre Xambinho. O terreno, porém, é cobiçado por muito mais gente com cacife eleitoral.

Bonde lotado II
O presidente estadual do PSDB e também deputado estadual Vandinho Leite é outro que sinaliza interesse na eleição municipal, fora a liderança de sempre, deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). Sem falar no projeto do PRB, que considera colocar o campeão de votos à Câmara, Amaro Neto, tanto em Vitória como na Serra – a Capital, por enquanto, é a aposta mais alta do mercado.

Sem repeteco
Já sobre 2022, há quem cite o secretário especial do governo Jair Bolsonaro e ex-deputado federal Carlos Manato (PSL) novamente como um candidato ao páreo. Mas, embora tenha crescido no pleito passado, ele ainda é considerado um político de parlamento. A senadora Rose de Freitas (Pode), por sua vez, depois da “pancada eleitoral”, é considerada carta fora do baralho, ainda que ainda falte muito tempo para a sucessão. 

Trampolim
Na falta de Audifax, a expectativa, mesmo, é que possa surgir um nome entre os grupos que se movimentam hoje, inclusive como oposição a Casagrande. A delimitação de território em 2020 dirá muito sobre esses possíveis personagens. E como Casagrande chegará ao fim da atual gestão, também!

Na luta
A comunidade acadêmica do Estado fez bonito, em Vitória e no interior do Estado, no ato unificado desta quarta-feira (15) em favor da educação e contra os cortes anunciados pelo governo Jair Bolsonaro. Muita gente, muita força. Entrou para a história.

Cara a tapa
No atual momento do País, em que lutar pela educação virou motivo para ser bombardeado e xingado nas redes sociais, vale o registro dos únicos deputados estaduais (são 30 ao todo) que compareceram na manhã desta quarta, em uma das primeiras mobilizações do dia, em frente à Assembleia, para apoiar a iniciativa: Sergio Majeski (PSB), Janete de Sá (PMN), Iriny Lopes (PT) e Dr. Hércules (MDB).

Segue...
Já na principal parte da greve nacional no Estado, a passeata organizada pela Ufes e Ifes, somente Iriny foi vista, na concentração em Jucutuquara. Se alguém mais participou, que se manifeste!

Origem
Mas, no caso de Iriny, seria estranho se ela não fosse. A deputada, como no mandato passado, é ativa das ruas.

Zzzz...’
Voltando a Carlos Manato, ele usou suas redes sociais para desqualificar o protesto realizado pelo sindicato dos professores estaduais e municipais, sugerindo ligação com a recente visita ao Estado do presidenciável do PT, Fernando Haddad, segundo ele, “apoiada pela CUT e pelo governo do Estado”. Não tinha um argumento melhor, não? Esse já está pra lá de batido.⠀⠀⠀⠀⠀⠀

PENSAMENTO:
"Brasil, condenado à esperança". Millôr Fernandes

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1 Comentários
  • Elson da penha fernandes , quinta, 16 de maio de 2019

    Sinceramente eu não acredito que um site tenha colocado algo de Adolf Hitler, quero acreditar que seja piada.... Poderia ter colocado a frase até mesmo no nome do escritor da matéria, agora fazer menção a este ser, deve ser brincadeira. Eu não acredito que estou lendo isto.

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