Pote cheio

Depois de “comer o pão que o diabo amassou”, Casagrande não está mais disposto a engolir mantra de Hartung

Depois de passar os últimos anos “comendo o pão que o diabo amassou” com a campanha negativa feita por Paulo Hartung que tentou colar na sua testa a marca de péssimo gestor, e sem mandato para fazer a devida defesa de seu legado, o governador Renato Casagrande deixa cada vez mais claro que não está disposto a engolir qualquer repetição desse mantra-marketing, tanto em nível local quanto nacional. Principalmente em casos como o registrado nesta semana, do artigo publicado no Estadão que “pinta” Hartung como o suprassumo dos políticos e Casagrande, de novo, como o irresponsável que coloca a perder o “maravilhoso trabalho” do antecessor. Assim como na recente matéria do The Economist, o “Time Casagrande” mais uma vez entrou em cena para rebater as informações vendidas no campo nacional, área de forte influência de Hartung, ainda mais acentuada desde que encerrou o terceiro período à frente do Palácio Anchieta e virou um produto tipo exportação. Depois de muito marketing, artigos e afins, aliados do governador mandam um basta coletivo a tanto confete gratuito. Como disse o deputado estadual Sergio Makeski (PSB) no plenário da Assembleia nessa quarta-feira (9): exaltação sem medida das gestões de Hartung, só mesmo por quem não vive no Espírito Santo.

Espaço reduzido
No último governo de Hartung, não que Casagrande tenha escutado calado a todos os discursos idênticos, iniciados ainda na campanha eleitoral. Mas sem a caneta na mão, a última palavra sempre era a do adversário.

Parceria
O artigo em questão, chamado Retrocessos e considerado sob encomenda, foi escrito pela economista Ana Carla Abrão, integrante do RenovaBR, movimento de empresários do qual Hartung faz parte. Depois das reações locais e de outro artigo-resposta publicado no Estadão, assinado pelo secretário de Governo, Tyago Hoffmann, eis que surge o ex-governador nas redes sociais...

Parceria II
...com texto iniciado em “Como super crises e equilibrar as contas”, Hartung publicou foto nesta quinta-feira (10) ao lado da própria Ana Carla Abrão, em evento do RenovaBR, onde diz ter falado da “realização do ajuste fiscal, dos avanços sociais conquistados e os resultados obtidos”. Putz, avanços sociais pesou pesado!

Marca principal
Embora o ex-deputado federal Carlos Manato amenize os danos, a possível saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL atrapalha, e muito, seu projeto político local. Afinal, até agora, Manato circula por todo o Estado para erguer os palanques de 2020 ancorado na “onda Bolsonaro”, a mesma que tornou o partido forte e atraente nas eleições passadas. Sem o principal reboque, como fica?

Sem casamento
Diante da polêmica, Manato e sua mulher, deputada federal Soraya, publicaram textos em suas redes sociais garantindo que são “Bolsonaro acima de tudo”, seja lá em qual partido estiver. Mas há um porém: o presidente escolheu iniciar esse processo chutando a canela do comando do PSL. Se não houver conciliação, zero chances de alianças.

Galho em galho
A solução do casal seria ir atrás do presidente, que conversa com UDN, do capixaba Marcus Alves. Para Manato, ok, já Soraya precisa ter garantias jurídicas para não perder o mandato. Neste caso, seria a troca partidária mais rápida do ex-deputado federal, que deixou o comando do Solidariedade no ano passado, para bater continência a Bolsonaro.

Interlocução
Alvo de discursos na Assembleia e na Câmara dos Deputados, o fechamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) no Estado foi tema de reunião nesta quinta-feira (10) entre a bancada capixaba no Congresso Nacional e o diretor-geral do órgão, Victor Hugo Froner Bicca, realizada em Brasília. Próxima agenda será com o Ministério de Minas e Energia.

Interlocução II
As reclamações dos parlamentares começaram após a Agência Nacional  consultar a superintendência local sobre o atendimento ser transferido para o Rio de Janeiro. O coordenador da bancada, deputado federal Da Vitória (Cidadania), disse que Bicca está solidário ao pleito. A conferir!

Comitiva
Os prefeitos Arnóbio Pinheiro (PRB), de Pinheiros; João do Carmo Dias (PV), de Brejetuba; e Alencar Marim (PT), de Barra de São Francisco, acompanhados de vereadores, foram a Brasília nessa quarta-feira articular recursos com a senadora Rose de Freitas (Podemos). Depois de sua baixa política, ainda mantém o título de “madrinha dos prefeitos”?

PENSAMENTO:
“Apenas os mortos verão o fim da guerra”. Platão

Comente Aqui
Confirme seu comentário no e-mail em até 48 horas para mantê-lo ativo.
Atenção caros leitores, comentários com link não serão mais aceitos. Evite ser bloqueado.
1 Comentários
  • Osmar Ferreira , sexta, 11 de outubro de 2019

    Hartung sempre será liderança no ES. Se vier a candidato na próxima eleição, ocupará novamente o Palácio Anchieta, isso todos sabem, independente de ele estar nacionalmente falado pelos feitos de sua política fiscal do último mandato. O eleitor vota Hartung.

Matérias Relacionadas

Ganha-ganha

Discurso de Erick de independência do executivo/Casagrande, na teoria soa uma maravilha. Na prática...

No Dia da Consciência Negra, governo anuncia cotas de 20% em concursos

Movimento Negro comemora, mas lembra que projeto havia sido retirado da pauta da Ales por Casagrande 

Servidores querem reabertura de prazo de migração para previdência complementar

Projetos que tratam da reforma da previdência do funcionalismo estadual começaram a tramitar na Ales

Casagrande anuncia troca no comando da Polícia Militar do Estado 

Coronel Márcio Eugênio Sartório assume no lugar de Leonardo Barreto, que alega problemas de saúde