Suspiros finais

Hartung virou produto de exportação e menino propaganda dele mesmo

O governador Paulo Hartung (sem partido) virou menino propaganda dele mesmo e estão sendo dramáticos os seus movimentos neste fim de poder no Espírito Santo. Tem feito muitas aparições na imprensa capixaba e em uma delas, inclusive, mandou recado ao governador eleito, Renato Casagrande (PSB), dizendo ser capaz de ajudá-lo no governo, que é só chamá-lo. Imagine!

Nunca é demais lembrar que os dois estiveram juntos em um projeto de poder que resultou em três mandatos para PH (12 anos) e um para Casagrande (4 anos). Eles estavam em lua de mel política com o projeto chamado Unanimidade, previsto para ir até 2025.

Só não continuaram juntos devido ao fato de PH ter quebrado o acordo, pois em vez de deixar Casagrande disputar o governo na vez dele, resolveu tomar o poder, indo para a disputa contra o até então aliado.

Evidentemente que o pano de fundo é um processo de poder calcado em muita grana para sustentá-lo e que originou deferimentos ficais e fortalecimento, entre outros, do Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor do Espírito Santo (Sincades) e da ONG Espírito Santos em Ação, por onde passou todo o dinheiro para este projeto de poder.

Não posso deixar de registrar que o Sincades é um grande captador de recursos financeiros e fez parte do processo de sustentação das campanhas eleitorais em troca da redução do valor do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 1%. Querem mais?

Assim, o sindicato e o deferimento fiscal serviram de capital político e criaram em torno deste projeto de poder um empresariado voraz que está por aí a sonhar com a continuidade de seu projeto Unanimidade e das fortunas.

Esta continuidade hoje seria este novo mandato de Casagrande, que somado aos anteriores de PH e Casagrande, lhes dariam 20 anos de poder, podendo chegar a 24, com uma nova reeleição de Casagrande, o que estaria próximo à proposta original de 25 anos de poder.

A verdade é que Casagrande já aprendeu o suficiente para querer dispensar a companhia de PH, já que efetivamente livrou-se dele na última eleição. Não tem motivos para voltar ao projeto Unanimidade. Venceu sem precisar dele. 

Além disso, os tempos são outros. O Estado cansou das verdades criadas por PH que se esborracharam neste último pleito. Explicando: PH sempre foi um inventor de inverdades. O ES é outro. Não dá mais. Hartung virou produto de exportação. Seu negócio agora é sair por aí palestrando sobre como ele é o maior, assim como repetiu durante todo esse tempo por aqui.

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