Feira Estadual da Reforma Agrária será realizada em novembro

Evento deve trazer 15 toneladas de produtos de assentamentos e acampamentos para Vitória

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a data da quarta edição da Feira da Reforma Agrária do Espírito Santo. Será entre os dias 7 e 9 de novembro na Praça Costa Pereira, Centro de Vitória, com a expectativa de trazer para a cidade cerca de 15 toneladas de produtos entre alimentos in natura e industrializados, artesanato, sementes, mudas de plantas e outras produções dos assentamentos e acampamentos de reforma agrária das sete regionais em que o movimento atua no Estado.

Além da feira de produtos, que também conta com participação de cooperativas da reforma agrária no Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o evento contará com uma programação cultural com artistas do campo e também aliados da cidade.


Foto: Divulgação

Adelson Lima, um dos coordenadores do movimento e da feira, explica que a Feira da Reforma Agrária é uma atividade que os camponeses constroem em diálogo direto com os consumidores urbanos, sem precisar passar por intermediários. “A feira torna-se um espaço para dialogar a partir da produção, ocupando a praça para expor e comercializar produtos, mas também a partir da música, da dança, da cultura. Os trabalhadores da cidade têm a oportunidade de conversar com quem produz, saber a origem e forma de produzir os alimentos. Buscamos disponibilizar uma produção saudável para a sociedade”.

O MST defende e estimula a prática da agroecologia nos espaços de reforma agrária, o que implica o não uso de agrotóxicos e também uma produção de forma socialmente justa e ecologicamente respeitosa com o meio ambiente. “As feiras têm sido um processo dos camponeses para apresentar à sociedade o resultado da luta pela reforma agrária. Para provar para a sociedade a função social que a terra precisa cumprir e que os camponeses ajudam a efetivar”, afirma Adelson.

O coordenador da feira aponta dificuldades para conseguir apoio do poder público para garantir as condições materiais e estruturais para realizar o evento, porém o movimento tem se organizado a partir de suas bases e apoiadores para viabilizar questões como deslocamento, alojamento e outras condições para os mais de 70 agricultores que devem atuar como feirantes.

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