Lideranças do norte do Estado saem derrotadas nas eleições deste ano

Prefeito de São Mateus, Daniel da Açai, não conseguiu eleger seus aliados na majoritária e proporcionais

Tradicionais e novas lideranças políticas no norte do Espírito Santo não obtiveram bons resultados nas eleições deste ano. Candidatos à reeleição saíram derrotados e ocupantes de cargos eletivos nos municípios não conseguiram emplacar seus aliados.

No município de Aracruz, o ex-prefeito Ademar Devens (PSD) perdeu a disputa à Assembleia Legislativa, depois de enfrentar a oposição de poderosas forças políticas ligadas ao movimento vitorioso de reeleger o presidente da Assembleia, Erick Musso (PRB).  

Em Linhares, o deputado Luiz Durão (PDT), que cumpre mandato tampão, ficou de fora dos reeleitos, mas novamente na primeira suplência, mesmo caso do deputado Eustáquio de Freitas (PSB), de São Mateus. Freitas, por sua ligação com o governador eleito, Renato Casagrande, poderá ser aproveitado em algum cargo no governo do Estado.

Ex-prefeitos como Henrique Vargas (PCdoB), de São Gabriel da Palha, Antonio da Emater (PSB), de Pinheiros, Antonio Wilson Fiorot (PSB), de Pedro Canário, e Jaime Santos Júnior, Jaiminho, (MDB), de Ponto Belo, também não se elegeram. Outro que ficou fora foi o deputado federal Dr. Jorge Silva (SD), que tentou a reeleição. 

Em São Mateus, o oitavo maior colégio eleitoral do Estado, além da derrota do deputado Freitas, o fracasso mais destacado no mercado político foi do ex-prefeito Daniel Santana (PSDB), o Daniel da Açaí. 

Prestes a ser afastado do cargo pela Justiça Eleitoral, Daniel da Açaí distribuiu mensagens em redes sociais pedindo votos para o presidente de seu partido e atual vice-governador César Colnago, para deputado federal, bem como para o empresário e seu amigo Gustavo Massete (PSDB) para deputado estadual, além de Ricardo Ferraço (PSDB) e Magno Malta (PR) ao Senado, e Rose de Freitas (Podemos), que socorreu o município com recursos para o problema da água, ao governo do Estado. Todos foram derrotados nas urnas. 

Rose de Freitas teve módicos 105,7 mil votos para o governo em todo o Estado e apenas 3, 7 mil em São Mateus. César Colnago, que já foi deputado federal e tentava retornar à Câmara, teve 34,1 mil votos ao todo e apenas 1, 7 mil em São Mateus. Com essa votação, Colnago ficou apenas com a terceira suplência na chapa PDT-DEM-PSD-PSD-PRP-SD, atrás de, pela ordem, Neucimar Fraga (PSD) e Dr. Jorge (SD), numa coligação que fez apenas dois deputados.

Gustavo Massete (PSDB) teve um desempenho abaixo do esperado, com apenas 3 mil votos para deputado estadual na coligação PSDB-PSC. Em São Mateus, Massete teve apenas 2,4 mil votos. Outro candidato que dizia ter o apoio de Daniel foi Paulo Fundão (PTB), que conseguiu apenas 3, 9 mil votos no município, de um total de 4, 4 mil. 

Apontados como favoritos 15 dias antes do pleito, os atuais senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) também foram mal em São Mateus, com o apoio de Daniel. No geral, Magno teve 611,2 mil votos, mas em São Mateus 19,3 mil votos. Já Ricardo Ferraço foi o quarto colocado no Estado, com 480,1 mil votos, ficando com apenas 13, 5 mil em São Mateus. 

Magno e Ricardo perderam também em São Mateus para os eleitos Fabiano Contarato (Rede), que teve 28, 2 mil votos no município, e Marcos do Val (PPS), com 20, 7 mil. Em todo o Estado, Contarato somou 1,1 milhão de votos, enquanto Marcos do Val, o grande azarão do processo eleitoral, chegou a 863,3 mil votos.

Com o oitavo maior colégio eleitoral do Estado (82,6 mil eleitores), São Mateus não elegeu nenhum deputado estadual, nem federal. O médico Jorge Silva (SD) ficou na segunda suplência de sua coligação para a Câmara dos Deputados e o atual deputado estadual Eustáquio Freitas (PSB) teve apenas 3 mil votos no município, do total de 15, 3 mil no Estado.

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