Casagrande atrai os novatos para garantir apoio à eleição da Assembleia

O governador eleito já teria 12 dos 15 novos deputados, além das adesões do grupo dos reeleitos

Assediado logo depois de ser declarado governador eleito, Renato Casagrande (PSB) só deve definir quem receberá seu apoio para presidir a Assembleia Legislativa a partir de 2019, depois que tomar posse em janeiro próximo. Por enquanto, ele constrói seu grupo de sustentação, com ênfase nos novatos, eleitos em 7 de outubro, para garantir a eleição do seu futuro indicado.

O próximo governador já teria fechado com 12 dos parlamentares eleitos para um primeiro mandato, faltando apenas três para alcançar 15 deputados, a metade da futura Assembleia. Ele também tem adesões na outra metade, que representa os reeleitos, garantindo a maioria do plenário.

A próxima legislatura toma posse em 1º de fevereiro do próximo ano, período em que também será definida, pelo voto dos parlamentares, a Mesa Diretora, composta pelo presidente, vice e secretários, além das presidências das comissões permanentes e diretores setoristas, todos eles com mandato de dois anos. 

O atual presidente, Erick Musso (PRB), tem se aproximado do governador eleito visando garantir o seu terceiro mandato na Presidência. Suas chances de conseguir o apoio de Casagrande, no entanto, são consideradas reduzidas, em decorrência de suas ligações com governador Paulo Hartung (sem partido), a quem ele deve, em grande parte, a reeleição. 

Além disso, Erick Musso integra o bloco visto como independente, do deputado federal eleito, Amaro Neto (PRB), que seria fortalecido com Erick na Presidência justamente na fase em que haverá eleições às prefeituras, sendo Amaro e Erick potenciais candidatos fora do grupo de Casagrande. 

Mesmo antes da posse, que ocorrerá em janeiro, o governador eleito articula as próximas eleições municipais, em 2020, mirando 2022, quando deverá concorrer à reeleição. Por isso, limpa o terreno, afasta prováveis adversários e trabalha para erguer uma bancada sobre a qual possa ter maior influência, sem o perigo de revezes dentro de seu projeto de “ruptura” com o atual governo.

Outro que se movimenta junto a Casagrande é o deputado reeleito Bruno Lamas, também do PSB, que desenvolve articulações visando se firmar como candidato. 

O vereador e deputado eleito Fabrício Gandini (PPS), aliado de primeira hora, esteve no rol dos postulantes ao cargo, mas saiu desgastado com o lançamento, sábado passado (1º) da pré-candidatura à Prefeitura de Vitória em 2020. 

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